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Com sede em Araruama, na Região dos Lagos, a Superintendência Regional Lagos de São João (Suplaj) atua na Região Hidrográfica VI, cuja área, de 3.617,2 Km², abrange totalmente os municípios de Silva Jardim, Araruama, Cabo Frio, Búzios, Saquarema, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo, e parcialmente os de Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Maricá e Rio das Ostras, além das bacias do São João, do Una e do litoral de Búzios, e das bacias contribuintes ao Complexo Lagunar de Saquarema, Jaconé e Araruama.

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<!--SiteStudioNavNodes.label--> Baía da Ilha Grande Lagos São João Piabanha Baía de Guanabara Médio Paraíba do Sul Macaé e das Ostras Dois Rios Baixo Paraíba do Sul Baía da Ilha Grande

A região da Superintendência Regional Lagos de São João (Suplaj) é caracterizada pela presença de lagoas e serras escarpadas. A temperatura média anual varia de 23°C a 25°C, aumentando no verão e caindo um pouco no inverno. A área é a que menos recebe chuvas em todo o Rio de Janeiro. Na região, observa-se, ainda, uma grande mobilização de proprietários rurais em prol da criação de reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs), além da presença de Unidades de Conservação (UCs) de uso sustentável e de proteção integral, onde é possível encontrar micos-leões-dourados, espécie-símbolo da preservação local.

 

Praia do Forno, Arraial do Cabo (Foto: Suplaj)

 

A porção litorânea da Região dos Lagos apresenta belíssimas áreas de ecossistemas lagunares. No que se refere à economia, as principais atividades estão ligadas aos setores primário (agricultura, pecuária e pesca) e terciário (turismo).

 

Sede da Superintedência Regional Lagos São João, em Araruama (Foto: Suplaj)

 

Comitê de Bacia

O Comitê de Bacia Lagos São João abrange, totalmente, os municípios de Silva Jardim, Araruama, Cabo Frio, Búzios, Saquarema, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo e, parcialmente, os de Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Maricá e Rio das Ostras. Com caráter consultivo e deliberativo, o comitê é, hoje, a instância mais importante de participação e integração no planejamento de ações ambientais da região.

Site: www.lagossaojoao.org.br

Licenciamento ambiental;

Vistorias para demarcação de Faixas Marginais de Proteção (FMPs) e concessão de outorga de recursos hídricos;

Fiscalização;

Monitoramento ambiental;

Atendimento ao Ministério Público e a outras demandas externas.

  

Ação de fiscalização na região da Suplaj (Foto: Suplaj)

Lagoa de Araruama

Estende-se pelos municípios de Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Arraial do Cabo. Não há consenso entre os especialistas sobre o significado da palavra indígena “Araruama”. O mais coerente é o descrito por Pedro Alcoforado, na obra O Tupi na Geografia Fluminense. Cita Alcoforado que provavelmente o nome original era “Iriruama”. As palavras iriru, ariru ou araru significam "marisco" ou "concha". Já iama ou uama indicam "abundância" ou "grande quantidade", daí "Iriruama", lugar ou lagoa com grande quantidade de mariscos. Por sua vez, “Itajuru”, o canal que liga a lagoa ao oceano, significa “boca de pedra” em tupi-guarani.

Com seus 220 km² de superfície, a Lagoa de Araruama é o maior ecossistema lagunar hipersalino (supersalgado) em estado permanente do mundo. Embora no planeta existam outras grandes lagoas hipersalgadas, nenhuma mantém o espelho d'água constante ao longo do ano. As margens da Lagoa de Araruama são predominantemente planas e, em geral, apresentam os seguintes tipos de orla: praias e dunas, rochas, barrancos minúsculos de terra, reentrâncias de terra com faixas minúsculas de areia, pedras em taludes de aterros, diques de tanques de salina, costa de concreto, além de mangues e banhados salgados.

A vegetação nativa predominante na orla - a retaguarda das praias - é formada por campos de ervas (Paspalum sp e Salicoria sp) tolerantes à salinidade. Nas dunas surge uma vegetação arbustiva de restinga, cujas pontas dos galhos por vezes encostam na água. Na orla norte, em poucos locais preservados, surge nos morros a vegetação denominada de savana estépica, cujo local mais preservado é a área da UFF em Iguaba Grande.

Fora as que são exclusivas de mangues, constata-se que sobraram poucas árvores nativas junto à orla. As mais comuns são a guaxima ou algodoeiro-da-praia (Hibiscus pernambucencis) e a aroeira (Schinus terebintifolius). Pode-se observar raros ingás-mirins (Inga sp) e quixabas (Bumelia sp), como na Praia do Barbudo, e figueiras (Ficus sp), plantadas na Praia de Araruama e encontradas em algumas praias da península de São Pedro. As árvores que predominam na orla são todas estrangeiras, destacando-se as casuarinas australianas (Casuarina sp), seguida das amendoeiras (Terminalia catappa) e dos coqueiros da Ásia, o que descaracteriza a paisagem e afugenta a fauna.

 

Lagoa de Araruama, que banha seis municípios da Região dos Lagos  (Foto: Suplaj)

 

Lagoa de Saquarema

Ecossistema Lagunar de Saquarema, Sistema Lagunar de Saquarema ou, simplesmente, Lagoa de Saquarema são nomes dado ao ecossistema aquático composto por quatro compartimentos, conhecidos por “sacos” ou “lagoas”. De oeste para leste, eles recebem o nome de Urussanga (ou Mombaça), Jardim, Boqueirão e de Fora (ou Saquarema propriamente dita).

A bacia hidrográfica da Lagoa de Saquarema encontra-se localizada integralmente no município homônimo, compreendendo cerca de 215 km². É delimitada pelas serras de Mato Grosso, Redonda, Tingui, Portelas, Amar-e-Querer, Boa Esperança, Castelhana e Palmital. O ponto culminante é o pico da Lajinha, com 879m. Os principais rios são o Mato Grosso (ou Roncador), Tingui, Jundiá, Seco, Padre e Bacaxá. As águas deles são utilizadas no abastecimento de povoados, comercialização em carros pipas, dessedentação de rebanhos, irrigação de lavouras, recreação, lazer e como recurso paisagístico para atrair hóspedes a hotéis-fazenda. Um dos principais atrativos é a Cachoeira do Tingui. Mas há também as quedas d'água do Palmital e do Roncador.

A Lagoa de Saquarema tem aproximadamente 24 km², estendendo-se por cerca de 11,8 km ao longo do litoral. Seu formato lembra, grosso modo, um halter, e sua biodiversidade permanece pouco documentada e estudada. Até o momento foram encontradas 31 espécies de peixes, de acordo com estudos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A ampla maioria é de espécies estuarinas, havendo apenas cinco de água doce.

Dentre os peixes é possível citar: tapa, ubarana, corvina, bagre amarelo, bagre branco, bagre urutu, carapeba, carapicu, sernambiguara, pampo, xerelete, galo de penacho, parati, tainha, savelha, manjuba, caranho, peixe rei, robalo, maria da toca, acará, acará preto, barrigudinho, traíra, jeju, parati barbudo, caratinga, tambicu e anchoveta.

A lagoa também é morada de caranguejos, siris, samanguaiás, ostras, diversas aves e, provavelmente, jacarés e cágados. Dentre todas as lagoas fluminenses, era a única que continha ostreiras (na Lagoa de Fora), extintas desde a década de 1950. As áreas urbanas concentram-se na faixa de restinga entre as lagoas de Saquarema e o mar, do lado oeste de Urussanga até a boca da barra, daí estendendo-se pela orla leste do Saco de Fora até Bacaxá.

 

Lagoa de Juturnaíba

Muitas pessoas ainda chamam de Lagoa de Juturnaíba o que hoje, na verdade, é uma represa, pois a lagoa foi extinta. De acordo com Alberto Lamego, o nome Juturnaíba é originário da palavra indígena “Nhetoronoa-aba” ou “Nhetoranga-aíba”, que significa “lago medonho” ou “mal-assombrado”. O nome foi dado devido à presença de urutaus (Nyctibius griseus) nas matas, aves noturnas de grande porte cujo canto melancólico provavelmente era temido pelos índios Tamoios.

A represa de Juturnaíba é o principal manancial da bacia, sendo responsável pelo suprimento de água para abastecimento público de aproximadamente 75% da população, em especial dos municípios da zona costeira. Originalmente, a superfície da lagoa era de 5,56 km². Após a construção da represa, com capacidade para acumular 10 milhões de m³ de água, aquele valor passou para 43 km².

As águas da Lagoa de Juturnaíba tinham pequena transparência e o pH variava de neutro a levemente alcalino. Rodeado de brejos, o ecossistema apresentava grande produção de plâncton e plantas flutuantes, como aguapés e salvínias, que sustentavam significativos contingentes de animais aquáticos. A lagoa servia de hábitat para 34 espécies de peixes, como traíras, acarás, piabas, piaus, sairús, tambicus e cascudos, incluindo ainda espécies nobres, como a piabanha, o robalo e a tainha. Também faziam parte da fauna da lagoa alguns mariscos (Anodontites trapesialis e Diplodon besckeanus) que coalhavam o fundo, pitus (Potimirim brasiliana, Macrobrachium acanthurus, M. carcinus), várias aves aquáticas e o jacaré do papo-amarelo. Cerca de 30 famílias viviam da pesca em suas águas, que eram uma importante opção de lazer.

Despejo de efluentes in natura e esgoto sem tratamento em corpos hídricos;

Extração mineral irregular;

Aterro e ocupação irregular das margens dos corpos hídricos e de áreas de vegetação nativa;

Caça e pesca predatórias;

Queimadas;

Desmatamentos;

Ocupação de áreas protegidas em decorrência do crescimento urbano desordenado e da falta de controle e planejamento do uso do solo.

Unidades de Conservação da Natureza (UCs) são áreas com relevantes características naturais delimitadas e protegidas por lei, como as áreas de preservação ambiental (APAs):

APA de Massambaba - Arraial do Cabo, Araruama e Saquarema;*

APA da Serra de Sapiatiba - São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande;

APA do Pau-Brasil - Búzios e Cabo Frio.

Reserva Biológica (Rebio) de Poço das Antas - Silva Jardim e Casemiro de Abreu;**

Parque Estadual da Costa do Sol (inclui as APAs da Serra de Sapiatiba e do Pau-Brasil) - Saquarema, Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios e São Pedro da Aldeia.***

* Permitida a visitação.

** Permitida a visitação com fins educativos.

*** Permitida a visitação nas serras de Sapiatiba e Emerências.

Programa Coleta Seletiva Solidária

Programa que estimula a reciclagem do lixo para evitar sua disposição em aterros sanitários. Além de inserir os catadores na sociedade através de sua capacitação, a iniciativa promove a redução do volume de lixo, aumentando a vida útil dos aterros e reduzindo os gastos do município com coleta e tratamento.

Saiba mais aqui.

 

Campanha de Regularização do Uso de Recursos Hídricos de Fonte Alternativa

Visa contribuir com o Plano Estadual de Recursos Hídricos e subsidiar a aplicação dos instrumentos de gestão das águas, fomentando o registro dos usos de recursos hídricos existentes e futuros, orientando a população para a necessidade de regularização, incentivando a preservação das reservas de água superficiais e subterrâneas e, quando necessário, aplicando instrumentos sancionadores legalmente previstos.