Transportar produtos perigosos é uma atividade que pressupõe uma série de riscos, uma vez que nessa operação estes produtos estão sujeitos constantemente a situações adversas devidas à combinação de diversos fatores inevitáveis tais como: estado das vias (traçado, o uso e ocupação do solo limítrofe, manutenção, volume de tráfego, sinalização), condições atmosféricas, estado de conservação do veículo, experiência do condutor, dentre outros.

O modal rodoviário é responsável por 62,4% do transporte de carga no Brasil e destes, o setor químico, petroquímico e de refino de petróleo ocupam parcela significativa dessa movimentação. Os produtos perigosos mais transportados no país, pelo modal rodoviário, são líquidos e sólidos inflamáveis, gases comprimidos, liquefeitos ou dissolvidos sob pressão.

Durante as operações de transporte de cargas perigosas, podem ocorrer inúmeras situações e incidentes, potencial e adversamente modificadores do meio ambiente, a partir do rompimento de recipientes, embalagens ou tanques de acondicionamento, gerando vazamentos, derrames, lançamentos, disposição, acúmulo ou empoçamento, infiltração, emissão de gases ou vapores corrosivos, inflamáveis e/ou tóxicos, incêndios, explosões etc.

Classificação das substâncias

A Portaria nº 24 do Ministério dos Transportes padroniza a sinalização dos produtos químicos perigosos de acordo com suas classes e subclasses, cujas simbologias de risco e modelos dos elementos indicativos de risco são apresentadas nas figuras abaixo.

sinalização dos produtos MT

Os numerais que fazem parte das simbologias apresentadas nas figuras devem medir cerca de 30 mm de altura e cerca de 5 mm de largura (para um rótulo medindo 100 mm x 100 mm).

  • Classe 1 – Explosivos
  • Classe 2 – Gases
  • Classe 3 – Líquidos inflamáveis
  • Classe 4 – Sólidos inflamáveis: substâncias sujeitas à combustão espontânea e substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis
  • Classe 5 – Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos
  • Classe 6 - Sustâncias tóxicas e substâncias infectantes
  • Classe 7 – Materiais radioativos
  • Classe 8 – Corrosivos
  • Classe 9 – Substâncias perigosas diversas

     

Eiquetas de Risco Primário - classe 1 Eiquetas de Risco Primário - classe 2 Eiquetas de Risco Primário - classe 3 

Eiquetas de Risco Primário - classe 4 Eiquetas de Risco Primário - classe 5 Eiquetas de Risco Primário - classe 6

Eiquetas de Risco Primário - classe 7 Eiquetas de Risco Primário - classe 8 Eiquetas de Risco Primário - classe 9

Para transportar produtos perigosos com segurança, o condutor e os demais profissionais envolvidos na atividade devem ter conhecimento técnico do assunto e consciência de que é preciso aplicar estes conhecimentos nas situações do dia-a-dia, pois esta atividade exige extrema responsabilidade, envolve muitas empresas, entidades e indivíduos e só deve ser exercida por pessoal treinado e capacitado.

Ninguém pode oferecer ou aceitar produtos perigosos para transporte se tais não estiverem adequadamente classificados, embalados, marcados, rotulados, sinalizados conforme declaração emitida pelo expedidor, constante na documentação de transporte e, além disso, se estiverem em desacordo com as condições de transporte exigidas na regulamentação específica.